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quarta-feira, 7 de maio de 2014

OVIBEJA

            Dos dias 30 de Abril a 4 de Maio, realizou-se na cidade de Beja a tão famosa feira Ovibeja. Como tal, os "Heróis da Água" marcaram presença num contexto muito semelhante ao da Feira da Água.
O objectivo era sensibilizar através de pequenas actividades tal como a demonstração de como a água vai desde a captação até às nossas casas.
            Durante os cinco dias de feira também houve colaboradores da empresa EMAS a distribuir água pois o calor que se fez sentir obrigou a uma atenção reforçada quanto ao consumo de líquidos.
            Todos nós sabemos que a água, para além de ser o componente maioritário do corpo humano, é ainda o meio no qual se processam todas as reacções do nosso organismo, isto é, transporta nutrientes, regula a pressão sanguínea, participa na termorregulação, auxilia na digestão e ajuda ainda a eliminar impurezas do nosso corpo.
            Visto estarmos sempre a perder água, através da urina, suor ou mesmo da própria respiração, é importante manter o equilíbrio hídrico e beber cerca de dois litros de água, conforme recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Posto isto, seguem algumas razões para bebermos água:

1- A saúde da nossa pele é influenciada pelo consumo de água, para além de torna-la mais brilhante e flexível, impede o seu envelhecimento precoce;

2- Beba água sempre que possível, pois sentir sede é sinónimo de que o nosso organismo já está a começar a desidratar;

3- Nos dias mais quentes, beba mais água. As águas naturais fornecem os elementos químicos essenciais ao equilibrado desenvolvimento e manutenção do organismo humano;

4- É preciso ter atenção a idosos e crianças, pois estes dois grupos de risco têm necessidades elevadas de água e esquecem-se com frequência de beber água;

5- A desidratação é potencializadora de problemas renais, portanto, beber água regularmente ao longo do dia, torna a urina menos concentrada, forçando menos os rins;

6- Pode e deve beber águas com gás depois das refeições. As propriedades do bicarbonato facilitam e garantem uma digestão mais eficaz dos alimentos;

7- Quando está no trabalho tenha uma garrafa de água sempre à mão, todos os momentos são bons para repor os líquidos;

8- Beba água antes, durante e no fim da actividade física, sendo que no final do exercício prefira águas mais mineralizadas e com gás natural pois a maior riqueza em sais minerais destas águas pode ajudar a uma absorção mais rápida e o bicarbonato ajuda a uma recuperação do esforço físico.



Fontes utilizadas:


OMS. O direito à água. 2003. Disponível em: http://www.who.int/water_sanitation_health/en/righttowater.pdf 

10 razões para beber água. Disponível em: http://www.corposaudavel.net/razoes-para-beber-agua-2/ 

terça-feira, 22 de abril de 2014

Dia da árvore e Feira da Água

Dia 21 de Março comemora-se o dia da árvore, como tal, e no âmbito do evento "Feira da Água" realizado em beja, a equipa dos "Heróis da Água" esteve presente nos três dias de feira.
No decorrer das comemorações desta data, foi aplicada uma actividade desenvolvida por nós estagiários, em colaboração com elementos da empresa EMAS, e tinha como público-alvo os alunos de 5º ano, das diversas escolas de Beja.

A actividade, cujo nome foi "Vamos Ser Heróis", tinha como objectivo sensibilizar para o uso eficiente da água que é consumida durante o nosso dia-a-dia.


Jogo:

O jogo em si, era composto por 5 rondas, sendo que cada ronda tinha um desafio, e a primeira equipa a terminar o desafio ganhava o direito de responder uma pergunta para acumular pontos bónus.

·         A primeira ronda teve como desafio a construção de um puzzle;
Figura 1 - Desafio da primeira ronda

·         A segunda ronda teve como desafio o transporte de um balão entre dois pontos distintos, sem deixar voar, visto que o balão continha hélio;
Figura 1 - Desafio da segunda ronda

·         A terceira ronda teve como desafio colocar por ordem de consumo, actividades do nosso dia-a-dia;
Figura 3 - Desafio da terceira ronda

·         O desafio da quarta ronda foi medir o pH de 3 líquidos distintos e fazer a associação com três bebidas: Coca-Cola, água da rede e água de Monchique;
Figura 4 -  Desafio da quarta ronda

·         O desafio da quinta e última ronda foi atirar uma bola a garrafas, com o objectivo de derrubar o máximo de garrafas possível.



As perguntas para acumular os pontos bónus abrangiam vários temas, todos eles relacionados com dicas de poupança de água, como por exemplo a quantidade de água desperdiçada por uma torneira mal fechada, o número de análises realizadas pelo laboratório da empresa EMAS, entre outras que podem ser consultadas na totalidade na apresentação que se segue:

 


quarta-feira, 26 de março de 2014

Sessões de Sensibilização no Centro de Educação Ambiental "EC3"

                 A pedido da Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo, a equipa do projecto "Heróis da Água", dirigiu-se no dia 25 de Março ao Centro de Educação Ambiental "EC3", na freguesia de Gasparões com o objectivo de realizar 2 sessões de sensibilização no âmbito do projecto acima referido.

            As sessões tiveram duas vertentes, uma vertente teórica na qual foram abordados temas como o ciclo da água, a distribuição de água no mundo e as diferenças existentes no acesso à água no planeta.
Na vertente prática foram realizadas actividades com o intuito de sensibilizar para a importância de um consumo sustentável da água.


            O público-alvo destas acções foram três turmas de primeiro ciclo das escolas básicas de Ferreira do Alentejo.


Figura 1 - Centro de Educação Ambiental EC3 de Gasparões

Figura 2 - Vertente prática da Sessão de Sensibilização no Centro de Educação Ambiental "EC3"




Até à próxima publicação !

sábado, 8 de março de 2014

Projecto "Heróis da Água"

Este projecto, promovido e desenvolvido pela EMAS e pela Câmara Municipal de Beja, enquadra-se nas áreas da educação e sensibilização ambiental, com especial atenção virada para a promoção dos bons costumes no que toca à poupança e a um consumo eficiente da água.

As linhas de actuação do Projecto "Heróis da Água" baseiam-se em:

  •  Sensibilização Ambiental
- "EMAS vai às escolas" e "EMAS recebe escolas";
- Tertúlias Temáticas "Geração Sénior";
- Programa "+Água" fomentar o conhecimento;

  • Ligação à Comunidade
- Comunidade "Heróis da Água";
- Responsabilidade Social, agentes ativos na integração e participação social;

  • Inovação, Investigação e Desenvolvimento
- Projetar e consolidar parcerias em defesa dos recursos hídricos.




Figura 1 - Linhas de actuação do Projecto "Heróis da Água"

domingo, 2 de março de 2014

EMAS - Empresa Municipal de Água e Saneamento de Beja

Bem-vindos de volta caros leitores,


Volto a escrever neste espaço, pois iniciei o último estágio, na EMAS (Empresa Municipal de Água e Saneamento de Beja).

            Durante este estágio irei abordar temas relacionados com o trabalho que irei desenvolver tanto no Serviço de Controlo e Qualidade da Água, na Divisão de Operação e Manutenção e Saneamento de Água, bem como no Gabinete de Tecnologia de Informação e Comunicação. Neste último ponto a minha colaboração vai passar pela assistência ao desenvolvimento do Projeto "Heróis da Água".

Caracterização da empresa

            O objectivo principal da empresa, na qual estou a realizar o presente estágio, passa pela gestão do sistema de abastecimento público "em baixa" (distribuição de água destinada ao consumo humano) do concelho de Beja, isto é, tem como responsabilidade o armazenamento e elevação de água bem como a distribuição da água para consumo humano. Tem, ainda, a seu cuidado toda a rede de drenagem de águas residuais, e seu respectivo tratamento, em onze locais.

            Como serviços prestados, a EMAS disponibiliza a execução de ramais domiciliários de águas e esgotos, reparação e/ou substituição de ramais que apresentem condições deficientes no seu funcionamento, desentupimento e desobstruções de instalações prediais e ramais de esgotos, serviço de detecção de fugas em redes de águas prediais, esvaziamento de fossas, instalação, verificação e ainda substituição de contadores de água.

            A EMAS está munida ainda de um laboratório de microbiologia capacitado para a realização de análises de controlo de qualidade, no que toca ao nível interno, quer ao nível externo, estando previsto para breve a sua extensão no que toca às análises químicas.




Figura 1 - Estrutura orgânica da empresa


No decorrer do presente estágio vou ser acompanhado pela minha colega Ana Fuzeiro.



Até a próxima publicação !



Fontes utilizadas:



segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Reflexão Final

Com esta publicação faço intenção de me “despedir”, isto é, pretendo fazer um levantamento em tom de reflexão destas semanas em que estive a estagiar na Unidade de Saúde Pública.
No decorrer destas últimas semanas tive a oportunidade de entrar em contacto com grande parte do conteúdo funcional do Técnico de Saúde Ambiental que, a meu ver, foi uma mais-valia tanto para a minha formação académica, como também para o crescimento enquanto ser humano.
Tenho a admitir que este estágio foi um verdadeiro teste às minhas capacidades e acredito que posso afirmar que consegui superar-me a mim mesmo e responder de forma positiva a todos os desafios que foram sendo propostos ao longo destas últimas semanas.

Em último lugar, gostava ainda de agradecer à entidade de saúde pública por me receber em estágio e às técnicas que nos acompanharam, bem como aos meus colegas em estágio, pois serviram de apoio em algumas ocasiões.
Não poderia terminar sem agradecer também à coordenadora da Unidade Curricular Estágio III pelas orientações durante todo o tempo de estágio.

Até ao próximo estágio,

Luís Pato

Programa REVIVE - Rede Nacional de Vigilância de Vetores

O REVIVE - Rede de Vigilância de Vetores, surgiu no ano de 2007 essencialmente da necessidade de instalar capacidades para melhorar o conhecimento sobre espécies de vetores existentes no nosso país, a sua distribuição e abundância e ainda clarificar o seu papel como possível vetor de doenças. No ano de 2008, foi estabelecido um protocolo entre a Direcção Geral de Saúde (DGS), as Administrações Regionais de Saúde e ainda o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge com o intuito de analisar o nível de risco associado à presença de mosquitos (culicídeos), em Portugal.
Este mesmo protocolo, sofreu uma revisão no ano de 2010 e alargou ainda a vigilância às carraças (ixodídeos).
O REVIVE permite de forma contínua cumprir os seguintes objectivos:

  • Vigiar a atividade de artrópodes hematófagos, caracterizar as espécies e a ocorrência sazonal em locais previamente selecionados;
  • Identificar agentes patogénicos importantes em Saúde Pública transmitidos por estes vetores;
  • Emitir alertas para a adequação das medidas de controlo, em função da densidade dos vetores e do nível de infeção.
Durante o presente estágio, tive a oportunidade de participar em todo o processo da colheita de mosquitos (culicídeos), como também assistir ao acondicionamento, e posterior expedição das amostras recolhidas para o CEVDI (Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infecciosas).
Os mosquitos (culicídeos), têm um ciclo de vida que engloba uma fase aquática (ovos, larva, pupa) e uma fase aérea que corresponde ao mosquito já adulto.
Para um desenvolvimento favorável, o mosquito necessita de condições favoráveis tais como a presença de água (pois constitui o meio pelo qual completa o seu ciclo evolutivo) e ainda uma temperatura óptima situada entre os 25ºC e os 30ºC +ara que haja um aumento mais rápido da descendência (dai existir a tendência para que haja um aumento da população de culicídeos na primavera e no verão).
As fêmeas possuem um aparelho bucal adaptado para que possa sugar sangue de animais vertebrados, desta forma tornam-se vetores importantes na transmissão de agentes patogénicos (malária, febre-amarela, dengue), e por isso devem ser alvo de maior controlo e vigilância.

No caso especifico da minha experiência na recolha de culicídeos, esta realizou-se local estrategicamente posicionado de um jardim público.
Utilizou-se uma armadilha CDC, dotada de uma luz para atrair os mosquitos, onde são sugados para dentro do recipiente colector. Outro "chamariz" dos mosquitos, é o gelo seco, que actua por libertação de dióxido de carbono, visto que os mosquitos localizam os hospedeiros através do dióxido de carbono libertado durante a respiração.

Material utilizado:
- Armadilha CDC e recipiente colector;
- Bateria carregada;
- Gelo seco;
- Termo-higrómetro.

Método de colheita:
1. Produzir o gelo seco necessário à colheita;
2. Colocar a armadilha antes do pôr-do-sol com o recipiente colector e ligar à bateria;
3. Verificar se as portas metálicas basculantes da armadilha se encontram na posição fechada e testar várias vezes se abrem e voltam à posição inicial;
4. Colocar o termo-higrómetro. Anotar os dados importantes no boletim de colheita (tipo de habitat, proximidade de água, entre outros);
5. Colocar o recipiente de gelo seco na proximidade da armadilha (se for um saco de plástico deve-se fazer um furo);
6. Na manhã do dia seguinte, após o nascer do sol, recolher com cuidado o recipiente colector, evitando fugas dos mosquitos capturados. Registar os dados relativos à temperatura e humidade relativa no boletim de colheita.

Expedição das amostras:
No que toca à parte da expedição das amostras, estas foram inicialmente acondicionadas em recipientes estanques, em seguida foram colocados numa caixa térmica em esferovite, com um termoacumulador e enviados por correio para o CEVDI, juntamente com os boletins de colheita.


No que toca ao conteúdo funcional do Técnico de Saúde Ambiental, o programa REVIVE insere-se no que está previsto no artigo 1º do Decreto-Lei nº 117/95, de 30 de maio (referente ao conteúdo funcional do Técnico de Saúde Ambiental), onde se pode ler que "o Técnico de higiene e saúde ambiental atua no controlo sanitário do ambiente, cabendo-lhe detetar, identificar, analisar, prevenir, e corrigir os riscos ambientais para a saúde, atuais ou potenciais que possam ser originados por fenómenos naturais".
Desta forma, o Técnico de Saúde Ambiental, tem como objectivo desenvolver as acções de colheita, armazenamento e expedição das amostras colhidas para as entidades creditadas, nomeadamente o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infecciosas (CEVDI), para que sejam posteriormente estudadas e analisadas, como forma a contribuir para a avaliação do risco de desenvolvimento de vetores e da transmissão de doenças que possam apresentar relevância no que toca à saúde pública, bem como proteger ainda a saúde das comunidades através da divulgação de quaisquer medidas preventivas que potenciem a diminuição da população de vetores, minimizando desta forma o risco associado.